Visita de Estudo - 8D
No dia 9 de outubro, Lisboa transformou-se num cenário de descoberta, onde o cinema cruzou caminhos com a literatura, o teatro e a cultura europeia. Os alunos dos grupos 8.º D1 e 8.º D2 participaram numa visita de estudo que aliou a participação na 27.ª Festa do Cinema Francês à exploração do património cultural e literário da capital.
A aventura começou no Cinema São Jorge, com a exibição do filme Juste une illusion, proporcionando aos alunos um contacto direto com o cinema francófono e com a língua e a cultura francesas. Mas a experiência não ficou pelo grande ecrã: a cidade aguardava-os, cheia de histórias, personagens e segredos por desvendar.
Munidos de um Passaporte do Explorador, os alunos partiram à descoberta de Lisboa, percorrendo a Avenida da Liberdade e seguindo em direção ao Chiado. Na Livraria Bertrand, reconhecida como a livraria mais antiga do mundo ainda em funcionamento, foram desafiados a descobrir palavras, capas de livros e curiosidades sobre a influência francesa na literatura portuguesa.
O percurso continuou ao encontro de Eça de Queirós, cuja estátua esconde um dos temas da sua obra, e de Fernando Pessoa, junto ao café A Brasileira. Aí, os alunos deram voz à poesia, interpretando versos dos heterónimos do poeta, numa experiência que aproximou a literatura da expressão dramática. No Teatro Nacional D. Maria II, a arquitetura e as máscaras da tragédia e da comédia inspiraram novos desafios, mostrando que a cidade pode ser também um palco de aprendizagem.
A visita integrou igualmente o projeto de Domínios de Autonomia Curricular (DAC) intitulado Notas de Euro, que convida os alunos a refletir sobre os espaços de encontro, criação e transmissão cultural representados nos desenhos propostos para as futuras notas de euro. Ao longo do itinerário, os grupos foram desafiados a identificar e registar espaços lisboetas que se relacionassem com diferentes categorias culturais, como teatros e festivais, monumentos e praças públicas, bibliotecas e espaços literários, museus e galerias de arte, escolas e universidades e espaços de debate e diálogo.
Entre fotografias, vídeos, pesquisas e desafios criativos, os alunos trabalharam em equipa, partilharam descobertas e deram asas à imaginação, recorrendo a um mural digital colaborativo para documentar as suas experiências. O Passaporte do Explorador tornou-se, assim, muito mais do que um roteiro: foi um convite à participação ativa, à autonomia e à construção conjunta do conhecimento.
Esta iniciativa permitiu articular diferentes áreas curriculares, desenvolver competências de leitura, compreensão e expressão oral e escrita, valorizar a língua francesa e promover o contacto com o património literário, cinematográfico, teatral e arquitetónico. Simultaneamente, reforçou a importância do respeito pelo outro, da convivência positiva, da diversidade linguística e cultural e da construção de uma cidadania europeia consciente e participativa.
Porque aprender também é sair do guião, olhar a cidade com outros olhos e descobrir que cada rua conta uma história. E, desta vez, Lisboa foi o livro, o palco e o grande ecrã de uma aventura em que os nossos alunos foram os verdadeiros protagonistas.